Pão da Sophie

Vamos falar de soberania alimentar

Bom dia, boa tarde, boa noite gente bonita, hoje, independente da hora que você for ler sobre isto, você já sabe que não é a toa né?

Me deparei com um questionamento sobre soberania alimentar e a pessoa dizia que você podia comer qualquer coisa dentro de um esquema harmônico de soberania alimentar. Ai, um cidadão questionou sobre o veganismo.

Senti-me inspirada e quis compartilhar minha visão das coisas:

A soberania alimentar é um conceito que se refere ao direito dos povos e das nações de determinarem suas próprias políticas alimentares e agrícolas de forma autônoma e sustentável. Isso inclui o direito de escolher seus métodos de produção de alimentos, proteger e controlar suas sementes, garantir o acesso a alimentos nutritivos e culturalmente adequados, bem como promover a agricultura local e sustentável.

O que é essencial é que, independentemente da escolha alimentar individual, a busca por um sistema alimentar mais justo, sustentável e consciente é um objetivo comum que pode beneficiar a humanidade e o planeta como um todo. É fundamental equilibrar as necessidades humanas com a proteção do meio ambiente e o respeito a todas as formas de vida. Para mim, a resposta fica dentro do lindo universo da agroecologia e da permacultura.

Rótulos são limitantes e polarizantes. Pessoalmente, preciso de terminologias que sejam menos controversas. Por exemplo. O veganismo: tem gente que simpatiza e tem gente que tem ódio. Não acho produtivo. E talvez o veganismo nem descreva adequadamente o que quero dizer. Acho que uma alimentação baseada em plantas (plant-based diet) seria mais correto, pois o veganismo é um ato político que vai além da alimentação. Independentemente do ato político de comer e viver sem exploração animal, creio que a discrepância brutal da quantidade de alimento vegetal produzida por litro de água e m2 de terra utilizada em relação ao alimento animal é gritante, e neste sentido, a soberania alimentar é mais facilmente garantida para todos no planeta. Não concorda?

Além do mais, sem cair na filosofia, mas ficando estritamente com a fisiologia do corpo mesmo, ingerir a adrenalina e o cortisol (sem contar os antibióticos e outros fatores de crescimento injetados nos animais consumidos) não faz bem para o ser humano. Dificilmente esses neurotransmissores irão deixar um homem calmo e pacífico (e são desses seres de luz que o mundo precisa!).

De fato, a produção de alimentos à base de plantas geralmente requer menos recursos naturais, como água e terra, em comparação com a produção de alimentos de origem animal. Essa é uma das principais razões pelas quais muitos argumentam que uma dieta baseada em plantas pode ser mais sustentável e contribuir para uma maior soberania alimentar, especialmente em um mundo com crescente demanda por alimentos e recursos naturais limitados.

Além do mais, a ingestão de hormônios e substâncias presentes em animais criados em condições intensivas de produção é uma preocupação para muitas pessoas. De fato, alguns estudos têm mostrado que certos hormônios e neurotransmissores podem estar presentes na carne e podem potencialmente afetar os consumidores. É claro que precisamos estudar mais e mais e mais… E ao mesmo tempo, quantas vezes a nossa ciência com visão afunilada já não nos enganou e impediu de conectar os pontos de uma visão sistêmica?

Independentemente das razões individuais para adotar uma dieta baseada em plantas ou abraçar o veganismo como uma filosofia de vida, o aumento do interesse e da conscientização em relação a essas questões é um sinal positivo. A escolha de uma alimentação consciente pode ter benefícios para a saúde, o meio ambiente e o bem-estar animal. É importante lembrar que cada pessoa tem suas próprias circunstâncias e motivações pessoais para suas escolhas alimentares, e o respeito à diversidade de perspectivas é fundamental nesse debate. O importante é buscar uma dieta equilibrada e saudável, que respeite os valores pessoais e seja sustentável para o planeta.

Tem escolhas, possibilidades, valores, sistemas de crenças, localizações geográficas, potencial aquisitivo, disponibilidades e disposição. O ser humano é um balaio cheio de surpresas e o verdadeiro diferencial é diante do cenário e na luz de sua consciência, o que é que você irá escolher fazer? Na minha humilde perspectiva, eu diria: pegue o caminho do meio!

Mas a real pergunta é: o que é que você irá escolher Ser?

Anne-Sophie Bertrand
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